La Fleur Morte p.2
“Bem. Estou bem. Sem motivos para estar melhor ou pior.” “É tão monótona, sabe?, a vida... Tão cheia de falhas, de buracos, e nós como falhas, como acaso. A saliva do deus peregrino que aconteceu de ser cheia de vida. Tudo nosso não passa de extensão daquilo que nunca deveria ser, tão sem sentido quanto todo o resto que posso ver, tocar. As palavras não deviam existir, os sons, as imagens, as roupas, não deviam existir. Tão menos a arte, tão menos a ciência, tão menos nós aqui, conversando... Sabe? “Qual o sentido da vida? Nosso criador nunca nos deu sentido para viver. Frutos do acaso, perambulamos para lá e para cá, inventando conceitos, uma roda atrás da outra, inventando modas. Quando um morre, tem dois, três nascendo. Avanços para o geral, nunca individual, pois o que é individual importa tanto para o próximo quanto o geral para o resto do universo. Não consigo me importar com qualquer conquista humana, nenhuma delas me fascina. E...